Como dividir as contas do casal proporcional à renda
Se você ganha R$ 3.000, seu par ganha R$ 7.000 e os dois pagam metade do aluguel, vocês não estão dividindo igual. Você está pagando muito mais, na única medida que importa: o quanto sobra no fim do mês.
Essa é a conta que quase ninguém faz, e é a que gera a briga. A boa notícia é que ela é simples, e dá pra resolver agora, aqui embaixo.
Calculadora da divisão proporcional
Coloque as duas rendas e as despesas em comum. A conta sai na hora, e nada é enviado pra lugar nenhum: tudo acontece dentro do seu navegador.
Despesas que vocês dividem
Os três métodos, e quando cada um é o justo
Não existe um método certo pra todo casal. Existe o que combina com a situação de vocês. Estes são os três que as pessoas usam de verdade.
1. Meio a meio
Cada um paga 50% de tudo.
Funciona quando as rendas são parecidas, com diferença de até uns 20%. Aí é simples e ninguém sente peso.
Vira problema quando a diferença de renda é grande. Quem ganha R$ 3.000 e paga R$ 1.500 de aluguel fica com metade do salário. Quem ganha R$ 7.000 e paga os mesmos R$ 1.500 fica com 79%. O mesmo valor pesa três vezes mais no bolso de um do que no do outro.
2. Proporcional à renda
Cada um paga a mesma fatia da própria renda, e não o mesmo valor.
A conta: some as duas rendas, veja quanto por cento do total cada um representa, e aplique essa porcentagem em cima da despesa.
Funciona quando as rendas são diferentes e vocês querem que o aperto no fim do mês seja igual pros dois. É o método que a calculadora acima usa.
Exige um combinado: vocês precisam contar a renda um pro outro, e recalcular quando alguém mudar de emprego ou tomar aumento.
3. Pote comum
Cada um deposita um valor numa conta conjunta e as contas saem de lá.
Funciona quando vocês já têm conta conjunta e querem parar de ficar somando. Pode ser combinado com o proporcional: cada um deposita a fatia dele.
Vira problema quando ninguém acompanha o que entra e o que sai. Sem registro, em três meses ninguém lembra quem pagou o quê.
Um exemplo com números de verdade
Casal morando junto. Ana ganha R$ 3.000, Bruno ganha R$ 7.000. Renda somada: R$ 10.000. As despesas em comum do mês somam R$ 4.000.
| Meio a meio | Proporcional | |
|---|---|---|
| Ana paga | R$ 2.000 | R$ 1.200 |
| Bruno paga | R$ 2.000 | R$ 2.800 |
| Sobra pra Ana | R$ 1.000 | R$ 1.800 |
| Sobra pro Bruno | R$ 5.000 | R$ 4.200 |
| Fatia da renda da Ana | 67% | 40% |
| Fatia da renda do Bruno | 29% | 40% |
Olhe as duas últimas linhas, que são as que importam. No meio a meio, a Ana entrega 67% do que ganha e o Bruno entrega 29%. No proporcional, os dois entregam 40%. Mesmo aperto, mesma folga.
Repare no que não mudou: a casa custa R$ 4.000 dos dois jeitos. O proporcional não faz ninguém pagar mais no total, só distribui o peso de acordo com o ombro de cada um.
A conta é a parte fácil. O problema vem depois.
Fazer o cálculo uma vez, numa planilha, é tranquilo. O que cansa é o mês seguinte:
- o mercado esse mês foi R$ 380 e não R$ 300, então a proporção muda
- um pagou o gás no cartão dele e o outro pagou a internet no débito
- alguém tomou aumento e ninguém refez a conta
- chegou uma despesa que não era pra ser dividida e agora está no meio
- no fim do mês, quem deve pra quem, e quanto?
É aqui que a planilha morre. Não por ser ruim, mas porque exige que alguém abra ela toda vez, e uma hora esse alguém cansa.
O RachaJusto faz isso sozinho, todo mês
Os dois têm o app no celular, e os dois veem tudo. Não importa quem lançou a despesa: apareceu pra um, apareceu pro outro na hora, com a proporção já aplicada e o saldo atualizado. Acaba aquela história de ser sempre a mesma pessoa que anota, e some a desconfiança de "será que ele lançou certo?", porque os dois estão olhando a mesma tela.
E quando chega a data que vocês combinaram pra acertar, o app avisa, no seu lugar, com o Pix pronto pra pagar.
Sem cartão. Funciona no navegador e instala no celular.
Criar minha conta grátisPerguntas que todo casal faz
Proporcional à renda é mesmo mais justo que meio a meio?
Depende do que vocês entendem por justo. Meio a meio trata o valor como igual. Proporcional trata o esforço como igual. Quando as rendas são parecidas, dá quase no mesmo. Quando são bem diferentes, o meio a meio faz quem ganha menos ficar sem margem pra guardar, viajar ou lidar com imprevisto, enquanto o outro sobra. Se o incômodo já apareceu, provavelmente é isso.
E se um de nós não quiser contar quanto ganha?
Aí o proporcional não dá, porque ele depende dos dois números. Duas saídas: combinem uma porcentagem fixa que os dois aceitem sem detalhar (tipo 60/40), ou usem o pote comum, onde cada um deposita o quanto se comprometeu. O RachaJusto aceita porcentagem direta, sem precisar informar salário pra ninguém.
Precisa refazer a conta quando alguém muda de salário?
Precisa, e é o erro mais comum. Uma proporção definida há dois anos não descreve mais a vida de vocês. O costume que funciona é revisar a cada seis meses, ou sempre que alguém mudar de emprego. Leva dois minutos e evita mágoa acumulada.
O que entra e o que não entra na divisão?
A regra que menos gera discussão: entra o que os dois usam, fica de fora o que é de um só. Aluguel, luz, água, internet, gás e mercado entram. Academia de um, streaming que só um assiste, roupa, presente pra família dele, dívida antiga: cada um paga o seu. Escrevam a lista uma vez, no começo, e parem de renegociar todo mês.
Dá pra usar sem conta conjunta no banco?
Dá, e é o mais comum. Cada um paga as contas que estão no nome dele e no fim do mês vocês acertam a diferença num Pix só. É exatamente pra isso que o RachaJusto calcula o saldo: em vez de vários pagamentos cruzados, sai um valor só, numa direção só.
Os dois precisam ter o app instalado?
Não precisa, mas é bem melhor. Com o app nos dois celulares, cada um lança a despesa na hora que acontece, do jeito que for mais fácil: um paga o mercado no débito e lança do carrinho, o outro paga a internet e lança do sofá. Os dois veem a mesma coisa, atualizada, sem ninguém precisar avisar ninguém. Se só um quiser instalar, funciona também: a outra pessoa recebe os avisos por e-mail e pode abrir o resumo pelo link, sem criar conta.
Planilha resolve?
Resolve o cálculo, não resolve o hábito. Planilha exige alguém abrir, digitar e somar todo mês, e quase sempre esse alguém é sempre o mesmo, o que vira outra fonte de atrito. Um app resolve porque a despesa é lançada na hora que acontece, pelos dois, do celular.