Como dividir as despesas da viagem sem ninguém sair devendo pra todo mundo
Você pagou a pousada. Seu amigo pagou a gasolina. Outro pagou o mercado, e alguém pagou o pedágio no cartão dele. Voltando pra casa, ninguém faz ideia de quem deve o quê, e o grupo vira uma planilha viva.
O problema da viagem não é dividir: é que todo mundo pagou alguma coisa em momentos diferentes. Cada pessoa é credora e devedora ao mesmo tempo, e a conta só fecha quando você olha tudo junto.
Calculadora da viagem
Lance quem pagou o quê. Ela devolve quem deve pra quem, no menor número de transferências possível.
Por que "cada um paga o que puder" acaba mal
Na hora parece prático. O problema é que o custo não se distribui sozinho: quem tem cartão com limite maior acaba pagando as coisas caras, e quem paga em dinheiro fica com as pequenas.
No fim da viagem, uma pessoa gastou R$ 1.800 e outra gastou R$ 240. Os dois aproveitaram a mesma viagem. A diferença fica pendurada, e quase sempre é a mesma pessoa que absorve, viagem após viagem, sem falar nada.
O truque que a maioria não conhece: reduzir o número de Pix
Quatro pessoas em que cada uma deve pra cada uma dá até doze transferências. Mas boa parte dessas dívidas se cancela.
Se você deve R$ 100 pro João e o João deve R$ 100 pra Maria, ninguém precisa mandar dois Pix: você manda R$ 100 direto pra Maria e acabou. É a mesma conta, com um terço do trabalho.
Três combinados que salvam a viagem
Combine antes o que entra no rateio
Hospedagem, transporte e mercado quase sempre entram. Souvenir, remédio e aquela lembrancinha, não. A dúvida é sobre restaurante: se metade do grupo pede vinho e a outra metade toma água, é melhor cada mesa ser lançada separada.
Lance na hora, não no fim
Ninguém lembra no domingo à noite quanto custou o pedágio de quinta. Lançar leva dez segundos e é a diferença entre uma conta certa e um chute. É por isso que a lista de despesas do app funciona melhor que o bloco de notas: todo mundo lança, todo mundo vê.
Acerte em até uma semana
Depois disso a viagem vira memória e a dívida vira assunto chato. Quem acerta em três dias acerta; quem acerta em três semanas discute.
Você não deveria precisar cobrar ninguém
A parte mais desconfortável não é a conta, é a cobrança. Mandar "oi, lembra dos R$ 340 da pousada?" pro amigo com quem você acabou de passar o fim de semana é constrangedor, e a maioria das pessoas prefere absorver o prejuízo a fazer isso duas vezes.
No RachaJusto você lança o que gastou e o app cobra por você, por e-mail e notificação, até a pessoa marcar como pago. Seu nome não aparece cobrando ninguém.
Sem cartão. Sem loja de aplicativo. Abre no navegador.
Crie o racha antes de viajar. Cada um lança o que paga pelo caminho, e na volta a conta já está fechada.
Começar agoraPerguntas que sempre aparecem
E se uma pessoa ficou menos dias?
Divida por diária em vez de por pessoa. Na prática: lance a hospedagem como várias despesas, uma por noite, com só quem dormiu naquela noite participando. É chato de fazer na mão e trivial no app, porque dá pra escolher quem entra em cada despesa.
Quem dirigiu o próprio carro deve receber alguma coisa?
O costume é ratear combustível e pedágio entre todos, e não cobrar pelo desgaste do carro. Grupos que viajam muito juntos às vezes combinam um valor por quilômetro. O que importa é combinar antes: quem dirigiu dez horas e ainda pagou a gasolina inteira raramente se oferece de novo.
E as despesas em outra moeda?
Converta tudo pra real na hora de lançar, usando a cotação do dia do gasto. Deixar em duas moedas parece mais preciso e acaba pior, porque cada um usa uma cotação diferente e a conta nunca fecha.
Alguém não quer entrar no app. Dá pra incluir mesmo assim?
Dá. No RachaJusto a pessoa entra no racha só com o nome, sem precisar de conta. Se você colocar o e-mail dela, ela recebe a cobrança mesmo sem se cadastrar.